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Assistência Social

03/01/2019 10:01

SJDHDS inicia o ano com planejamento contra trabalho infantil e exploração sexual no Carnaval

Gestores e técnicos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) se reuniram nesta quarta-feira (02) para discutir as ações que serão executadas durante o Carnaval de Salvador, especialmente a campanha "Fique de Olho", de combate ao trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. O secretário Cezar Lisboa avaliou com a equipe a atuação da SJDHDS no ano de 2018 e promoveu uma discussão sobre as mudanças que podem ampliar ainda mais o trabalho da secretaria durante a festa.

A campanha "Fique de Olho!" foi reformulada em 2018, ganhou novas cores e mensagens mais fortes com o objetivo de chamar ainda mais a atenção da população para o tema. Grandes eventos, a exemplo do Carnaval, provocam aumento no número de casos de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e, ainda mais gravemente, de exploração sexual.

"Nós precisamos atuar ainda mais este ano para atender melhor o nosso público alvo, que são as crianças e adolescentes. A situação de grave crise econômica provoca um aumento da vulnerabilidade social das famílias e, consequentemente, poderemos ter um aumento de casos de trabalho infantil este ano", pontuou o secretário, que pediu à equipe que as ações sejam ainda mais efetivas com o intuito de impedir ao máximo que crianças e adolescentes fiquem em meio à festa trabalhando.

A superintendente de Assistência Social da SJDHDS, Leísa Sousa, falou sobre a grande resistência de muitas famílias em deixar as crianças em abrigos ou evitar a exposição nos circuitos da folia. "O trabalho infantil não é invisível, mas é invisibilizado. As famílias ainda tem resistência e preferem levar as crianças para os locais da festa", afirma.

A Central de Gerenciamento de Dados de Violações de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da SJDHDS registrou, durante os sete dias de festa em 2018, por meio do Plantão Integrado, 2.296 casos, sendo que 1.861 crianças e adolescentes foram registrados em situação de vulnerabilidade social, representando 71% das ocorrências.

Para Emiliano José, superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH), a coleta e balanço dos dados é fundamental. "A coleta é importante para mostrar o trabalho realizado pelas equipes e ajudar o Governo do Estado a planejar suas ações no ano seguinte", disse o gestor.

O grupo, que também contou com a presença do superintendente dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Alexandre Baroni, avaliou os desafios que ainda se impõem no Carnaval para as pessoas com deficiência, mesmo com o trabalho intenso da SJDHDS para garantir acessibilidade nos circuitos, inclusive nos locais privados como camarotes.
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