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Direitos Humanos

17/10/2018 15:10

Caravana da Juventude leva oficinas a jovens de Cairu

O Colégio Estadual Cândido Meireles (Cecame), na sede do município de Cairu, Baixo Sul baiano, foi movimentado pela programação especial da Caravana da Juventude, realizada pela Coordenação de Políticas para a Juventude (Cojuve) da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Mais de 300 estudantes e membros da comunidade local puderam participar das oficinas simultâneas de grafite, teatro, dança e turbante, além do bate-papo sobre políticas públicas do "Diálogos com a Juventude" e da emissão de carteiras do Programa Identidade Jovem (ID Jovem). A ação foi realizada durante os dias 16 e 17 de outubro.

Nos muros externos da escola, os grafiteiros Júlio Costa e Marcos Prisk do coletivo Museu de Street Art de Salvador (Musas) grafitaram, junto aos alunos, elementos e manifestações da cultura local. A estudante Letícia Santos da Conceição, 18, se sentiu maravilhada com a demonstração da arte na abertura do evento (16) e resolveu se inscrever na oficina. "Eu espero que o grafite tenha força em Cairu. Gostei do que vi e quero trabalhar com o grafite no futuro", disse, determinada. À noite, os alunos do turno noturno também coloriram o espaço através da oficina.

Em uma das salas do colégio, o professor de teatro Armindo Rodrigues Pinto e seu grupo do Coletivo Pé de Poeta, vertente do Teatro do Oprimido -Bahia, trabalharam com os jovens o conceito de opressor e oprimido, através da dinâmica de escultores e estátuas, em que simulavam, em duplas, situações de opressão.

Já no pátio do Cecame, a turma da oficina de dança ensaiou passos de danças negras periféricas, tradicionais e de ritmos, sob orientação dos professores Ronald Castro e Larissa Oliveira. "Escolhemos esses ritmos porque nós, jovens negros periféricos, precisamos ocupar espaços, até mesmo através da dança", pontuou Castro.

Na sala de aula, próxima ao pátio, a professora de turbante e integrante da Cojuve, Ione Costa, provocava reflexões nas meninas e meninos sobre padrões de beleza, tipos de cabelo, autoestima e empoderamento, enquanto colocava a indumentária. "Em qualquer comunidade, a cultura africana encontra resistência. Antes de colocar um turbante, a gente precisa falar sobre nossa identidade, nosso cabelo", ressaltou.

Já no lado oposto à turma do turbante, os alunos do terceiro ano participaram do Diálogos com a Juventude, guiado por Caruso Costa (Cojuve), e debateram sobre políticas públicas e temas contemporâneos relacionados à juventude.

Em frente à escola, o ônibus Estação Juventude recebia os jovens interessados em se cadastrar no ID Jovem, como o estudante Raphael de Jesus Santos, 17, que aproveitou para garantir o benefício. "Já estava sabendo há uma semana dessa ação e resolvi tirar minha carteirinha. Quero viajar pra muitos lugares do Brasil e depois conhecer Portugal", contou, sorrindo.

Ao final do dia, alunos, professores e funcionários se reuniram no pátio do Cecame para assistir às apresentações das oficinas, aplaudidas e elogiadas por todos.
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