• Banner do Neojiba
  • RH Bahia
  • marca do passe livre
  • Dia das Crianças - Secretaria lança campanha Bote Fé no Futuro
  • .
  • .
  • Campanha Respeita As Mina
  • PAA  Leite - Cadastramento
  • Diário Oficial
  • Transparência Bahia
  • Compras Net

Direitos Humanos

05/04/2018 18:04

Reformulação do Serviço Viver garante ampliação do acolhimento a vítimas de violência sexual

Após período de reformulação e integração com o Hospital da Mulher, o Viver, serviço de acolhimento às vítimas de violência sexual, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), ampliou e qualificou ainda mais o importante atendimento psicológico e social oferecido no local, que funciona na sede do Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues, na Avenida Centenário, em Salvador. Nos três primeiros meses deste ano, segundo dados do Viver até a primeira quinzena de março, foram realizados 209 atendimentos às vítimas de estupro e violência sexual. No ano passado, cerca de 1.900 pessoas, entre crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual foram acolhidas pelo serviço. Qualquer pessoa vítima de violência sexual pode procurar o serviço, que é gratuito e oferece suporte psicológico, médico e social. 

As mudanças a partir da integração do atendimento com o Hospital da Mulher permitiram o direcionamento das demandas. Crianças até 12 anos são atendidas e acolhidas pelo Viver, além de ter acompanhamento social e psicológico necessários. As vítimas acima de 12 anos são acolhidas pelo serviço, mas encaminhadas ao Hospital da Mulher, permitindo a ampliação dos atendimentos. O trabalho do Viver também acontece articulado com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris e o Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa – CEDAP. Os locais recebem as vítimas para realização de exames e profilaxia, a depender do tempo da violência sofrida. 

Devido ao grande número de vítimas menores – cerca de 80% das violências acontecem com crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos –, o local conta com uma Ludoteca. O espaço é destinado às crianças que precisam de atenção psicológica, com brinquedos que auxiliam na abordagem terapêutica para que a vítima possa expressar a violência sofrida. Dados coletados pelo Viver mostram que, além da violência sexual acontecer em sua maioria com crianças e adolescentes, a maior parte dos agressores (75%) são pessoas conhecidas das vítimas. 

Segundo o secretário Carlos Martins, que, ao assumir a SJDHDS em janeiro de 2017, promoveu a reformulação do serviço, o Viver tem papel importante no acolhimento e apoio às vítimas de violência sexual. “É precisa dar toda a estrutura e suporte para que nossos profissionais possam prestar o serviço de maneira a ajudar, da melhor maneira, todas as vítimas de violência sexual que procuram o serviço”, afirmou. “A reformulação, sem dúvida alguma, promoveu uma maior integração do serviço com toda a rede de saúde e possibilitou a ampliação do atendimento para as vítimas dessa violência inaceitável”, pontuou Martins. 

Apoio no interior – As vítimas de violência sexual que são atendidas no Viver e precisam retornar às suas cidades de origem não ficam desassistidas. Em diálogo e articulação com os Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), as vítimas são encaminhadas às unidades municipais para continuarem com o acompanhamento. Em todo o Estado da Bahia, 211 municípios possuem pelo menos uma unidade do Creas, onde são atendidas famílias e pessoas que estão em situação de risco social ou tiveram seus direitos violados.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.